Qual é a diferença?
Nos juros simples, a taxa incide sempre sobre o valor inicial. Os juros de cada mês são iguais, e o total cresce em linha reta. Nos juros compostos, a taxa incide sobre o valor inicial mais os juros já acumulados, então o total cresce em curva, cada vez mais rápido.
As fórmulas
- Juros simples: M = C × (1 + i × n)
- Juros compostos: M = C × (1 + i)^n
Em ambas, M é o montante final, C é o capital inicial, i é a taxa por período e n é o número de períodos.
Um exemplo com números
Aplicando R$ 10.000,00 a 1% ao mês durante 12 meses, os juros simples levam o valor a R$ 11.200,00. Com juros compostos, o valor chega a R$ 11.268,25. A diferença ainda é pequena (R$ 68,25), porque o prazo é curto.
Em 5 anos (60 meses), a diferença é grande: R$ 16.000,00 nos juros simples contra R$ 18.166,97 nos compostos, ou seja, R$ 2.166,97 a mais. Quanto maior o prazo, mais os juros compostos se afastam dos simples.
Onde cada um aparece
Em geral, investimentos e financiamentos usam juros compostos: o rendimento da poupança, de títulos e de fundos se acumula sobre o saldo, e o mesmo vale para dívidas como cartão de crédito e cheque especial. Juros simples aparecem em algumas situações específicas, como certos cálculos de multa e atualização em contratos. Sempre confira no contrato qual regime vale.
Quer simular aportes mensais? Use a calculadora de juros compostos. Para entender o assunto com mais calma, leia o guia completo.