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Juros do cartão de crédito: como funcionam e como evitar a bola de neve

O cartão é prático, mas o rotativo é um dos juros mais altos do mercado. Entenda como a dívida cresce.

Como o cartão cobra juros

No cartão de crédito, você não paga juros enquanto quitar a fatura inteira até o vencimento. O problema começa quando você paga só uma parte. O saldo restante entra no crédito rotativo, com juros mensais altos, ou pode ser parcelado pelo banco. Em ambos os casos, os juros são compostos: os encargos de um mês somam-se à dívida e rendem juros no mês seguinte.

Um exemplo com números

Suponha uma fatura de R$ 2.000,00 que você deixa de pagar, com juros de 12% ao mês (taxa de exemplo; as reais variam por banco e por época). Depois de 6 meses, a dívida chega a R$ 3.947,65, ou seja, quase o dobro do valor original. Quanto mais tempo passa, mais rápido a dívida cresce.

O que diz a lei

Pelas regras em vigor desde 2024, o total de juros e encargos cobrado em dívidas de cartão (rotativo e parcelamento da fatura) tem um teto: não pode ultrapassar 100% do valor original da dívida. Isso limita o estrago, mas está longe de tornar o crédito barato. Confira as regras vigentes e o Custo Efetivo Total (CET) informado pelo banco.

Pagar o mínimo é uma armadilha

O pagamento mínimo alivia o mês, mas joga o resto da fatura nos juros do rotativo. Use o mínimo só em emergência, e procure quitar o saldo restante o mais rápido possível, preferencialmente em uma modalidade com juros menores.

Como evitar a bola de neve

  • Pague a fatura inteira. Essa é a única forma de não pagar juros.
  • Defina um teto de gasto no cartão menor do que o limite. O limite é do banco, o teto deve ser seu.
  • Evite parcelar o que não precisa. Parcelas somadas ocupam a renda dos próximos meses e escondem o custo total.
  • Acompanhe a fatura durante o mês, não só no fechamento.
  • Mantenha uma reserva de emergência. Sem ela, qualquer imprevisto vira rotativo.

Se a fatura já saiu do controle

Procure o banco antes do vencimento e compare as ofertas de parcelamento com outras linhas de crédito, como empréstimo pessoal ou consignado, lembrando que a taxa total deve ser menor para valer a troca. Siga o roteiro do texto como sair das dívidas e, depois de quitar, use o cartão com um teto fixo.

Entender os juros compostos ajuda a perceber por que a mesma matemática que faz um investimento crescer faz uma dívida explodir.

Conteúdo educacional. Não é recomendação de investimento. Os números são ilustrativos e usam taxas constantes.

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