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CDB, Tesouro Direto e poupança: como comparar o rendimento

Comparar só a taxa anunciada leva a erros. O que importa é o que sobra no bolso, no seu prazo.

Comece pela pergunta certa

Não existe o melhor investimento em termos absolutos. A pergunta útil é qual rende mais, depois de impostos, para o prazo e a liquidez de que você precisa. Para comparar, você deve olhar quatro coisas: rentabilidade líquida, prazo, liquidez (em quanto tempo você pode resgatar) e risco.

Bruto versus líquido

A taxa anunciada costuma ser bruta. No CDB e no Tesouro Direto, o imposto de renda incide sobre o rendimento, segundo uma tabela regressiva: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360, 17,5% de 361 a 720 e 15% acima de 720 dias. Resgates em menos de 30 dias também podem ter IOF. LCI e LCA, que hoje são isentas de imposto de renda para pessoa física, costumam pagar um percentual menor do CDI justamente por isso. As regras tributárias podem mudar, por isso confirme as vigentes antes de investir.

Exemplo: CDB ou LCI?

Imagine R$ 10.000,00 aplicados por 2 anos, com CDI de 10% ao ano (valor hipotético, apenas para a conta). Um CDB que paga 100% do CDI rende 10% ao ano, e o imposto de 15% sai do rendimento. Uma LCI que paga 90% do CDI rende 9% ao ano, sem imposto:

CDB 100% do CDILCI 90% do CDI
Valor bruto em 2 anosR$ 12.100,00R$ 11.881,00
Imposto de rendaR$ 315,00R$ 0,00
Valor líquidoR$ 11.785,00R$ 11.881,00

Neste exemplo, a LCI entrega R$ 96,00 a mais, mesmo pagando uma taxa bruta menor. Em outras condições (prazo curto, percentuais diferentes), o resultado pode se inverter. Por isso é preciso calcular, e a calculadora de juros compostos ajuda a fazer essa conta com a taxa líquida.

Como funcionam os principais produtos

  • Poupança: tem regras próprias de rendimento e é isenta de imposto de renda para pessoa física. Costuma render menos do que opções de renda fixa em muitos cenários. Consulte o rendimento vigente.
  • CDB: título emitido por bancos. Pode ser pós-fixado (percentual do CDI), prefixado ou atrelado à inflação. Em geral, conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com limite por CPF e por instituição, hoje de R$ 250 mil.
  • Tesouro Direto: títulos do governo federal. O Tesouro Selic é indicado para reserva de emergência pela liquidez diária e pelo baixo risco de oscilação. Os títulos prefixados e indexados à inflação podem oscilar de preço se vendidos antes do vencimento. Há taxas de custódia e eventuais custos da corretora.
  • LCI e LCA: letras de crédito ligadas a crédito imobiliário e agrícola, com carência e isenção de imposto de renda para pessoa física, nas regras atuais.

Qual escolher

Para a reserva de emergência, priorize liquidez e segurança. Para objetivos com data marcada, como uma viagem em dois anos, combine o vencimento do título com a data do objetivo. Para o longo prazo, vale considerar produtos atrelados à inflação, que protegem o poder de compra. Veja também como a inflação afeta o rendimento.

Este texto é educacional e não substitui a análise de um profissional habilitado. Antes de investir, leia as condições do produto e confirme o que é garantido, qual é o prazo e como funciona o resgate.

Conteúdo educacional. Não é recomendação de investimento. Os números são ilustrativos e usam taxas constantes.

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